Desço as escadas de um tempo inexistente,
ao sol de setembro.
E um minuto para mim podem ser anos ou
poucos segundos. Ao tempo que posso atribuir velocidade ao
pensamento, ritmo a amizade, harmonia ao
amor.....
os degraus, os degraus que me
afastam - mágoas, retratos, ciúmes, atrações, um noite sem
fim..... e a manhã inesquecível.....
a tarde de um verão sentados no mais alto
prédio da Paulista....
entronizados - absortos no ritmo das luzes ao longe...
a cena de amor...
a canção que não quer parar... o eterno dia de um século que
passou.....
esquecido,
naquela gaveta etérea a milhares de quilometros de altura em minha
mente.....
mas vou atrás outra vez do presente, que me
deixam escapar pelos dedos tocando tocando -
dedos que insistem enlouquecer os
sonhadores -
em busca do desejo do outro o desejo do
outro o desejo do outro ...
ouvir sussurrantes fortes pequenos
leve gemidos
no asfalto de madrugada com todas as
luzes gritantes com nossas mães em em cada esquina - vamos
andando...
mesmo no presente de 2009 futurista de
Julio Verne, onde o cinza o predomina o sol - e todos escondem o
coração em algum conteiner -
e os nosso passos ressoam sobre o
silêncio urbano
e as batidas de corações são
normais,
mas sei que tenho uma vida para
cuidar
e escrever.
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