Não será hoje que vai encontrar
o caminho de volta
e existem lugares em tempo algum visitados
por voce
como existem pessoas que sua mente
não experimentará....
ruas, parques, lagos, vagabundos, executivos, charmosos, pessoas
pessoas pelas cidades e sedutores monumentos nas esquinas e
palavras... não saberá...
aquela canção – presente – essencial - espalhou-se por
alamedas e sorriu sorrisos – lamentou momentos ..
mas voce nada escutou–
estava comigo, sem passado – sem futuro – ouvindo um
coração –
sem rumo e coragem -
dos próximos dias
dos nossos anos.
2010 (Ruas) escrito em sábado 23 janeiro 2010 11:40
Interiores (Ruas) escrito em domingo 06 dezembro 2009 23:16
olho para o mundo
lapido meu canto
vergonha de ser humano
de ser
e estar – e estando humano
lapido coração
socando pipa no céu
descendo de bike a rua da penha
clicando paisagens
ouvindo voce...
lapido coração
quer leia drummond de madrugada
ou confronte - a tarde –
coração selvagem de clarice linspector
e incessantemente repita amor amor amor louco...
lapido coração
o dia vem nascendo – talvez domingo – talvez novembro
– talvez te faça feliz – ou gozar –
talvez leia ginsberg caminhando por estradas da terra do nunca
...
lapidando coração pelos dias
observo o mundo...
palavras para acreditar (SONHOS) escrito em segunda 16 novembro 2009 00:28
Palavras para acreditar –
e o que me disse vôou longe - acalentou
– mas as ruídos das ruas abafaram –
sonho seu sorriso mais lindo – retrato ...
temos uma festa - monitor treme – msn não funciona...
e todo amor tem suas chances...
amor maior desacreditado
amor menor realizado –
cenários quartos pelo mundo deitados esvaziados
e meu mundo é o mesmo ...
palavras para acreditar –
retratos calçadas corações pulsantes –
pessoas romantismo loucuras ....
e vamos novamente deitar na paulista de madrugada amor obsessivo
viver maior canções a gritar
do nada impossível amor infantil
meu prazer seu gemido meu perder seu íntimo
estou só em minha casa – limpo dia inteiro sob céu azul
as lembranças - abraço forte no cruzamento – beijos longos
pelas esquinas – nenhum temor
a paz -
voce (Erótiko) escrito em domingo 15 novembro 2009 21:29
O contato necessário para evitar a dor
demasiadas palavras de amor - urbanas –
postes e semáforos
e encontro voce no centro –
acho que perdida, penso que feliz, canção visível no olhar –
pergunta se estou bem - se a vida mudou minhas respostas são razoáveis – esquinas soam estereofônicas poesias
não deixo escapar suas mãos naquele instante de cumplicidade e intensa loucura –
céu violeta rubro daquela tarde ligeiramente acima de nossas cabeças e clico a foto mais agradável do dia....
Ele se foi.. (Ruas) escrito em domingo 15 novembro 2009 21:25
AO MEU PAI
Agora que você se foi e caminho pelos corredores da Puc – céu
paulistano nublado – e eu na minha louca existência ... penso
seus pensamentos quando preocupado com seus filhos, quando
martelando o orçamento do mês, as dívidas nunca terminar em sonhos
– quando seu coração no amor invisível deste mundo tão cruel
pousar em nossos olhos tão mansos – tão filhos – e eu
que ainda sou adolescente que ainda não constitui família penso nas
nossas manhãs até a banca de jornais comprar algo doce, segurando
suas mãos tão pai – e felicidades transbordando estrelas
loucas infantis nas minhas correrias e seu carinho... pousando
olhares para meus dias....
e mesmo assim acredito que voce saiu de uma grande
encrenca...
sim, um mundo conturbando doentio obcecado por máquinas e demônios
e anjos sobrevoando por alguns corações pulsantes....
e sussurando na sua última voz “para se cuidar” –
para entender que tudo é assim:
palavras em páginas que iremos ler e reler e mesmo assim não
aceitar –
de quando minha mãe o abraçou
de quando seu telegrama chegou a minha mente em Sampa “adorei
chegar vivo aos seus 21 anos”
e eu não entender seu amor, seu carinho entre máquinas que agora
vejo luminosas nestes corredores da PUC, entre acadêmicos e
aspirantes – janelas de um saber que se esvai – que se
vai como voce pai
que se foi – saudades profundas de um dia e um ano e
mês
que o poeta o filho escreveu.
Te amo Sr. Edwaldo









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