Home Data de criação : 08/11/23 Última atualização : 10/01/23 11:40 / 80 Artigos publicados
 

2010  (Ruas) escrito em sábado 23 janeiro 2010 11:40

Não será hoje que vai encontrar
o caminho de volta
e existem lugares em tempo algum visitados
por voce
como existem pessoas que sua mente
não experimentará....
ruas, parques, lagos, vagabundos, executivos, charmosos, pessoas pessoas pelas cidades e sedutores monumentos nas esquinas e
palavras... não saberá...
aquela canção – presente – essencial - espalhou-se por alamedas e sorriu sorrisos – lamentou momentos ..
mas voce nada escutou–
estava comigo, sem passado – sem futuro – ouvindo um coração –
sem rumo e coragem -
dos próximos dias
dos nossos anos.

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Interiores  (Ruas) escrito em domingo 06 dezembro 2009 23:16

olho para o mundo
lapido meu canto

vergonha de ser humano
de ser
e estar – e estando humano
lapido coração

socando pipa no céu
descendo de bike a rua da penha
clicando paisagens
ouvindo voce...
lapido coração

quer leia drummond de madrugada
ou confronte - a tarde –
coração selvagem de clarice linspector
e incessantemente repita amor amor amor louco...
lapido coração

o dia vem nascendo – talvez domingo – talvez novembro – talvez te faça feliz – ou gozar –
talvez leia ginsberg caminhando por estradas da terra do nunca ...

lapidando coração pelos dias
observo o mundo...

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palavras para acreditar  (SONHOS) escrito em segunda 16 novembro 2009 00:28

Palavras para acreditar –
e o que me disse vôou longe - acalentou
– mas as ruídos das ruas abafaram –
sonho seu sorriso mais lindo – retrato ...
temos uma festa - monitor treme – msn não funciona...
e todo amor tem suas chances...

amor maior desacreditado
amor menor realizado –
cenários quartos pelo mundo deitados esvaziados
e meu mundo é o mesmo ...

palavras para acreditar –
retratos calçadas corações pulsantes –
pessoas romantismo loucuras ....
e vamos novamente deitar na paulista de madrugada amor obsessivo viver maior canções a gritar
do nada impossível amor infantil
meu prazer seu gemido meu perder seu íntimo


estou só em minha casa – limpo dia inteiro sob céu azul
as lembranças - abraço forte no cruzamento – beijos longos pelas esquinas – nenhum temor
a paz -

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voce  (Erótiko) escrito em domingo 15 novembro 2009 21:29

O contato necessário para evitar a dor

demasiadas palavras de amor - urbanas –

postes e semáforos

e encontro voce no centro –

acho que perdida, penso que feliz, canção visível no olhar –

pergunta se estou bem - se a vida mudou minhas respostas são razoáveis – esquinas soam estereofônicas poesias

não deixo escapar suas mãos naquele instante de cumplicidade e intensa loucura –

céu violeta rubro daquela tarde ligeiramente acima de nossas cabeças e clico a foto mais agradável do dia....

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Ele se foi..  (Ruas) escrito em domingo 15 novembro 2009 21:25

AO MEU PAI

Agora que você se foi e caminho pelos corredores da Puc – céu paulistano nublado – e eu na minha louca existência ... penso seus pensamentos quando preocupado com seus filhos, quando martelando o orçamento do mês, as dívidas nunca terminar em sonhos – quando seu coração no amor invisível deste mundo tão cruel pousar em nossos olhos tão mansos – tão filhos – e eu que ainda sou adolescente que ainda não constitui família penso nas nossas manhãs até a banca de jornais comprar algo doce, segurando suas mãos tão pai – e felicidades transbordando estrelas loucas infantis nas minhas correrias e seu carinho... pousando olhares para meus dias....
e mesmo assim acredito que voce saiu de uma grande encrenca...
sim, um mundo conturbando doentio obcecado por máquinas e demônios e anjos sobrevoando por alguns corações pulsantes....
e sussurando na sua última voz “para se cuidar” – para entender que tudo é assim:
palavras em páginas que iremos ler e reler e mesmo assim não aceitar –
de quando minha mãe o abraçou
de quando seu telegrama chegou a minha mente em Sampa “adorei chegar vivo aos seus 21 anos”
e eu não entender seu amor, seu carinho entre máquinas que agora vejo luminosas nestes corredores da PUC, entre acadêmicos e aspirantes – janelas de um saber que se esvai – que se vai como voce pai
que se foi – saudades profundas de um dia e um ano e mês
que o poeta o filho escreveu.
Te amo Sr. Edwaldo

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